sábado, 7 de janeiro de 2012

acordes.


Acordes baixos…
Acordo.
São estranhos estes sonhos com que tenho sonhado.
Não entendo o porquê de tudo ser como é, mas aceito.
Aceito a paixão de recomeçar novamente.
A paixão de acordar e te escutar, também tu novamente acordado
Tocando acordes.
São pêssegos maduros, é mel e canela.
São raios de sol.
E vento na vela.
Esses acordes.
São lugares, são momentos, são segredos
Que me segredas só a mim.
Nos entardeceres e amanheceres (irre)quietos
Em que de novo encontramos o nosso lugar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Perfect days.


Os dias perfeitos,
Vistos pela visão de quem admite a simplicidade
Das coisas pequenas do dia-a-dia
Os dias com os mesmos contratempos de todos os outros
As mesmas angústias
As mesmas dúvidas e questões.

Mas são os dias perfeitos
Os dias das flores,
Dos livros,
Os dias da chuva morna, das amoras quentes do caminho.

Os dias das chaves perdidas das gavetas ,
E das manchas de tinta por todo o lado.
Os dias dos chás perfumados e das árvores antigas a fazer sombra fresca.
Dos cadernos empoeirados, das receitas antigas da avó.

Os dias das conversas de muro,
Da música agradável.
Até entre paredes a descascar e escadas a ruir.
Porque há beleza, em quem deseja ver.
Em quem consegue sentir
A grandeza da vida,
Escondida,
Qual tesouro ,
Entre os espaços das palavras caras
E da solidão.

Entre o sofrimento de cada dia
Existem momentos de pura alegria.
Os momentos dos dias perfeitos
À espera de serem descobertos e vividos.
Por quem se digna a tentar.
Todos os dias.

summer sunset.


Empoleira-se no teu cabelo
O sol poente
Dourado, gasto de tantos dias.
Empoleira-se teimoso
A brincar com os teus cabelos.

Os teus olhos,
Esses são gaivotas
Esvoaçando
Teimando em chegar mais perto
Corajosos.

Se não tiver cuidado
Eles preencherão todo o meu ser
Como as gaivotas enchem a praia
Nunca a deixando como a encontraram.
E eu deixarei de conseguir ver com clareza.

A clareza racional que me protege e que tu queres derrubar.
Quero guardar o teu sorriso ensolarado.
Neste fim de tarde.
Como se todos os momentos fossem perfeitos e felizes.

let´s go sailing.


Navegamos
O mar é nosso enquanto nosso for o horizonte e a promessa.
Navegamos
As tempestades assustam-nos mas não nos derrotam.
Erguer-nos-emos mais fortes, mais resistente após o embate
Cada risco na proa
Cada ferida no coração
É recordação preenchida de fé de que sobrevivemos,
E sobreviveremos a coisas piores.
Navegamos.
O espaço preenchido entre dois infinitos
O mar e o céu
Num só.
Tal como eu e tu.
De roupa molhada
Arejada
De vida.
O rosto salgado
Engelhado
Preenchido de êxtase.
Navegamos.
O tempo já não existe.
O amanhã pode ser lançado ao fundo do oceano.
O passado é bruma que se dissipa.
E tu és âncora.
O resto,
São as coisas em que me esqueci de pensar.
Nesta manhã submersa, pura, branca
Quando saí, contigo, para navegar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Love .



John Thornton: Miss Hale, I didn't just come here to thank you. I came... because... I think it... very likely... I know I've never found myself in this position before. It's... difficult to find the words. Miss Hale, my feelings for you... are very strong...
Margaret Hale: Please! Stop. Please, please don't go any further.
John Thornton: Excuse me?
Margaret Hale: Please don't continue in that way. It's not the way of a gentleman.
John Thornton: I'm well aware that in your eyes at least, I'm not a gentleman. But I think I deserve to know why I am offensive.
Margaret Hale: It offends me that you should speak to me as if it were your... duty to rescue my reputation!
John Thornton: I spoke to you about my feelings because I love you; I had no thought for your reputation!
Margaret Hale: You think that because you are rich, and my father is in... reduced circumstances, that you can have me for your possession! I suppose I should expect no less from someone in trade!
John Thornton: I don't want to possess you! I wish to marry you because I love you!
Margaret Hale: You shouldn't! Because I do not like you, and never have.
John Thornton: One minute we talk of the colour of fruit, the next of love. How does that happen?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

são dias.


Batem-me na cara os anos
Aqueles que tento aceitar
Mas que passo a vida a rejeitar.
Batem-me na cara as falhas
Os medos
Toda a angústia, toda a desesperança.
São dias… digo eu.
E toda a gente acredita, porque
Os olhos ainda não permitem ir mais além.
Se ao menos as minhas palavras retornassem
E eu sentisse que esse era o meu lugar seguro.
Mas agora o Outono quer chegar cedo,
E eu quero acolhe-lo no meu coração.
Os muros têm de ser desfeitos
Pelo baque das ondas de lágrimas que estão para vir.
De facto são dias.
São estados.
São as estações do coração.
Que não controlamos.
Que nem sabemos partilhar.
Que nem sabemos enfrentar.
Sinto que me lancei ao mar e não sei nadar
Não há barco, nem farol, nem bóia para me salvar!
Resta-me por os olhos no céu e ter fé.
Hoje é assim.
Talvez amanhã seja igual e eu terei de saber aceitar.
Da impaciência e da vergonha nascerão flores mais belas
As melhores que o terreno da minha alma for capaz de produzir com as formas
Mais imperfeitas que for descobrindo para lidar com todos os pensamentos e desilusões
Que hoje acorrem à minha praia.
Se eu fosse diferente sofreria igualmente, desejando quem sabe talvez ser como sou agora.
Estou longe, tão longe de saber o que está guardado para mim.
É só que ás vezes custa-me passar os dias e as noites a esperar!
Mas sei que não pode ser de outra forma.
São dias.